Resenha: AXECUTER – BraveWords

Not to be confused with the four piece Sofia, Bulgaria based thrash outfit spelled with an “o”, Axecutor, this is a live, seven song (after an intro, half dozen originals and an in-studio cover of countrymen Flageladör’s “Missão Metal”) outing from a Brazilian band with only a single full-length (Metal Is Invincible, back in 2013) and a couple of EPs/splits, to date.

Gruff, accented English lyrics atop rudimentary (albeit well executed), grinding buzzsaw speed/thrash metal, with the goal (apparently) towards early ‘80s worship. As a live disc, probably a great introduction to this heretofore unknown entity, but the production suffers from a lack of stage mics. Initially, the intro and song pronouncements are noticeably “remote” compared to the music. Between song banter is in Portuguese. “Raise The Axe”, with its titular chorus and “Fight To keep metal alive” refrain is basically a reworking of Exodus’ “Metal Command”. “Creatures in Disguise” offers a more chugging riff, although this (and others) fall down slight, when it comes to the solo/guitar break. “No God, No Devil (Worship Metal)” is a good mantra to adopt. Given the sporadic crowd noise throughout, the roaring audience following “Bangers Prevail” is seamlessly lifted from a MUCH larger gig.

Rating: 6.0
Mark Gromen

http://bravewords.com/reviews/axecuter-a-night-of-axecution

Resenha: ARCHITYRANTS “The Code…” – The MetalVox

Já tinha ouvido boas referências sobre esta banda paranaense, aliás, excelentes referências. As quais diziam se tratar de uma banda de Doom Metal a ser apreciada, pesquisando sobre a mesma descobri ter lançado em 2011 o debut álbum “Black Water Revelation”. Infelizmente só há cópias físicas disponíveis do primeiro álbum (logo terei o meu), mas o EP somente na internet, nada contra tecnologia, contudo quando gosto tenho que ter no meu acervo.

E ouvindo no bandcamp da banda fiquei interessado, passei a ouvir também o EP “Sleep of Damned” (2016) que já tinha uma das musicas do track list de “The Code of the Illumination Theory”.Foi quando meu contato na Mindscrape Music, Tersis Zonato, me avisar do lançamento do novo álbum; ele inclusive é um dos guitarristas da banda (one man band no Lutemkrat). Pois muito bem, para te situar se é que você visitante do TMV não conhece a banda ainda; o Archityrants como já fora supracitado é uma banda de Doom, precisamente de Heavy/Doom e tem influencias de bandas como: Black Sabbath, Candlemass, Solitude Aeturnus e Memento Mori.

Vejam só as influências deste quinteto curitibano, mas se por um átimo de segundo tu pensou que a banda somente copia as mesmas sinto em lhe dizer que erro feio, erro crasso. Influencia apenas, excelente por sinal e que prenunciam o que terás prazer ao por o álbum para rodar em seu cd player. São onze musicas no track list e conforme atestado o que fora dito no seu release traz um Heavy Doom com climas atmosféricos, solos ácidos e vocais líricos. E ai ouso dizer está o forte da banda, o trabalho do vocalista Luxyahak é soberbo: vozes dobradas, vocais limpos, guturais, líricos, um show à parte desta obra prima do Doom Metal nacional e mundial.

A banda além do já exposto foge de sua zona de conforto e convida um multi-instrumentista (Carlos Simas) para agregar instrumentos exóticos em duas musicas: “Promiscuous Hymns” e “Dominion of the Organization”; não por coincidências são ao que destaco no track list, notadamente a última. Pensa que acabou? A temática lírica, como é de praxe no Doom, traz temas inteligentes e que fogem da frivolidade clichê do Metal (nada conta ok?). Como está descrito no release: “As letras contextualizam temas como ficção, filosofia e ocultismo, sempre tendo a tirania como pano de fundo.” Mais uma vez “Dominion of the Organization” se sobrepuja às demais. Doommetallers se ainda não conhecem o Archityrants e nem a sua obra não perca tempo, TheMetalVox recomenda!!!

Jaime “TheMetalVox” Amorim

http://themetalvox.com.br/voiceofmetal/?p=16073

Resenha: FLAGELADÖR / AXECUTER – Metal Samsara

Há uma tendência atual na revitalização do formato Split LP ou CD. Era algo um pouco mais comum nos anos 80, pois barateava custos e funcionava como uma ótima estratégia mercadológica, onde todas as partes envolvidas saiam no lucro. Mesmo assim, com as mudanças no mercado, é muito interessante em continuar o uso do formato. E a Mindscrape Music investiu em duas bandas já bem conhecidas do underground nacional, com o FLAGELADÖR do Rio de Janeiro e o AXECUTER de Curitiba.

Analisemos cada um separadamente.

O FLAGELADÖR é uma banda que trilha uma forma de Metal que é altamente influenciada pelo Metal oitentista. Óbvio que bandas como MOTORHEAD, SODOM e algo do HELLHAMMER estão entre suas influências mais primordiais, e mesmo fazendo algo tão erodido, se saem bem. A experiência de 16 anos os ajuda bastante, e embora não sejam inovadores, se saem bem. Sua música é boa, cheia de energia e em muitos momentos é cativante desse proto-Thrash Metal influenciado pelo Hardcore que fazem.

A parte do trio carioca foi gravada nos SoundHouse Studios por Hugo Colon. A qualidade tem pontos positivos: é limpa e esteticamente bem cuidada, permitindo que as músicas da banda sejam compreendidas completamente e sem problemas. O lado negativo é que poderiam fazer algo um pouco mais moderno e colher resultados ainda melhores, mesmo mantendo os timbres mais artesanais que usam.

Mas musicalmente, o grupo se sai bem, evitando cair no ponto comum de muitas bandas desse gênero. Como já dito, esta forma está bastante desgastada, mas o trio sabe pôr de si nas músicas, logo, começa a agregar valor.

Preferindo o uso da língua portuguesa nas letras, e tenho a participação do guitarrista Henrique Perestrello, o trio mostra um trabalho muito bem em “Terceira Guerra Mundial” (curta e grossa, direta ao ponto, com bons rffs de guitarra), a empolgante “A Canção do Aço”, e na versão personalizada para “Filhos da Bomba” de CELSO BLUES BOY.

Uma gravação um pouco menos crua, algo nos moldes do que o TOXIC HOLOCAUST usa atualmente, e estarão no ponto.

O AXECUTER faz um trabalho um pouco mais ríspido, seco e com mais pegada Thrash/Black Metal alemão, com muita influência do DESTRUCTION antigo, mais algumas doses do SLAYER da fase “Show No Mercy”. A seu modo, a banda busca se diferenciar do que foi feito no passado, buscando fazerem sua música de uma forma mais própria. É Old School, mas do jeito deles.

A gravação foi feita no Avant Garde studio, tendo a produção de Maiko Thome e do guitarrista/vocalista Danmented. Vale o mesmo para eles que disse sobre o FLAGELADÖR: uma gravação um pouco mais limpa, mas mantando a crueza dos timbres sonoros, ajudaria muito.

O AXECUTER é uma banda muito boa, sabendo criar arranjos dinâmicos e simples, mas sempre certeiros. Cada refrão empolga, os riffs são precisos e a base rítmica está de primeira. E as músicas são muito boas.

Já preferindo o inglês como forma de se expressar, o grupo mostra em canções como “Attack” (os andamentos são muito bem feitos, com baixo e bateria mostrando um trabalho muito bom), a “motorheadiana” “Creatures in Disguise” empolga muito (veja como o baixo faz arranjos muito legais), a arrastada e climática “Medieval Tiranny” (vocais muito bons e riffs que levam a cabeça a balançar sozinha), além de uma versão suja e bem interessante para “Gimme More” (que a banda soube deixar do jeito deles). Mas deixo a mesma proposta: o estilo da banda está no ponto, mas com uma gravação um pouco menos suja, poderia render resultados fantásticos, sem que sua essência seja alterada ou perdida.

A arte para o Split é bem legal, uma visão pessoal do artista de como seria a outra vida para os headbangers.

No mais, parabéns pela iniciativa do selo, bem como à ambas as bandas pelo trabalho honesto.

Nota: 8,5
Marcos “Big Daddy” Garcia

https://metalsamsara.blogspot.com/2017/02/flageladoraxecuter-headbangers.html

Resenha: FLAGELADÖR / AXECUTER – Arte Metal

O Heavy Metal em sua essência quando recebe odes dificilmente soa desagradável. Consegue unir estilos e em sua temática celebrar a música, falar de guerra e de bebedeiras em uma mesma música, sem se preocupar com a conotação final. Convenhamos que este é o único gênero musical que proporciona isso.

Este split de dois representantes do Metal nacional resume bem isso, ainda tem em sua capa um retrato do que é a vida ‘headbanger’ e, melhor ainda, mostrando como seríamos no inferno (ou como queremos ser). Mérito da ideia de Danmented (vocalista/guitarrista) do Axecuter unida com a arte de Marcio Aranha.

Quem abre o disco são os fluminenses do Flageladör que trazem um Speed/Thrash Metal bem enraizado no estilo e não fazem firulas. Cantando em português, a banda possui uma dinâmica intensa, mandado riffs precisos e mostrando solos bem encaixados, sendo que a cozinha soa reta como pede o estilo. Destaque para as faixas Canção do Aço e Sangue Negro Alimento das Bestas.

Os paranaenses do Axecuter, que desfrutam de uma produção melhor, adotam também o Speed/Thrash Metal, mas adicionam aí elementos do Metal tradicional que fazem com que sua sonoridade tenha uma dose maior de melodia. Isso não quer dizer que a banda não soe agressiva, porém, sua música é mais versátil e com ritmos mais variados. Destaques para as faixas Attack e Medieval Tyranny.

Uma menção honrosa foi a escolha das duas bandas por executarem dois covers inusitados. O Axecuter escolheu Gimme More do Kiss e conseguiu perfeitamente adaptar a música à sua proposta. Enquanto isso o Flageladör foi ainda mais longe com Filhos da Bomba do Celso Blues Boy, mostrando que as influências dentro do Heavy Metal vão além do que imaginam. Orgulho do Metal nacional ‘old school’!

Nota: 8,5
Vitor Franceschini

http://blogartemetal.blogspot.com.br/2017/01/flagelador-axecuter-headbanger-afterlife.html