Resenha: FLAGELADÖR / AXECUTER – Arte Metal

O Heavy Metal em sua essência quando recebe odes dificilmente soa desagradável. Consegue unir estilos e em sua temática celebrar a música, falar de guerra e de bebedeiras em uma mesma música, sem se preocupar com a conotação final. Convenhamos que este é o único gênero musical que proporciona isso.

Este split de dois representantes do Metal nacional resume bem isso, ainda tem em sua capa um retrato do que é a vida ‘headbanger’ e, melhor ainda, mostrando como seríamos no inferno (ou como queremos ser). Mérito da ideia de Danmented (vocalista/guitarrista) do Axecuter unida com a arte de Marcio Aranha.

Quem abre o disco são os fluminenses do Flageladör que trazem um Speed/Thrash Metal bem enraizado no estilo e não fazem firulas. Cantando em português, a banda possui uma dinâmica intensa, mandado riffs precisos e mostrando solos bem encaixados, sendo que a cozinha soa reta como pede o estilo. Destaque para as faixas Canção do Aço e Sangue Negro Alimento das Bestas.

Os paranaenses do Axecuter, que desfrutam de uma produção melhor, adotam também o Speed/Thrash Metal, mas adicionam aí elementos do Metal tradicional que fazem com que sua sonoridade tenha uma dose maior de melodia. Isso não quer dizer que a banda não soe agressiva, porém, sua música é mais versátil e com ritmos mais variados. Destaques para as faixas Attack e Medieval Tyranny.

Uma menção honrosa foi a escolha das duas bandas por executarem dois covers inusitados. O Axecuter escolheu Gimme More do Kiss e conseguiu perfeitamente adaptar a música à sua proposta. Enquanto isso o Flageladör foi ainda mais longe com Filhos da Bomba do Celso Blues Boy, mostrando que as influências dentro do Heavy Metal vão além do que imaginam. Orgulho do Metal nacional ‘old school’!

Nota: 8,5
Vitor Franceschini

http://blogartemetal.blogspot.com.br/2017/01/flagelador-axecuter-headbanger-afterlife.html

por Tersis Zonato