TOMB OF LOVE: sepultando sentimentos com gothic rock

Hoje vim falar, como prometido, sobre “A Permanent Reminder of Our Failure” (EP 2019), um álbum único, lançado em fevereiro deste ano, o primeiro da banda Tomb of Love, de Brasília-DF. É interessante lembrar que o trabalho é feito por músicos conhecidos na cena Death Metal, Doom Metal e Crust. Mas que, ao invés disso, apostaram na sonoridade do Goth Rock e Post-Punk. Continue a leitura e entre nessa tumba do amor!

A banda é formada por Luan Lima, guitarrista, baixista e tecladista, e por Thiago Satyr, vocalista, que também programou a bateria e tocou teremin. Músicos estes que já tocaram em outras bandas.

Por exemplo, Satyr é membro de Absent, Witching Altar, ex-Beast Conjurator. Luan Lima é membro de Absent, Kurgan e Subterror. Mais um registro que nos reforça a ideia que o metal underground e a música gótica possuem culturas muito próximas. Ou que pelo menos, assim como a macabra que vos escreve, muitas pessoas das duas cenas costumam ouvir os dois gêneros.

Sem querer justificar a escolha do som macabro, triste e taciturno da música gótica, mas os caras compuseram todo o álbum dedicado a um moço chamado Samuel Garrido, conhecido no underground de Brasília, que faleceu em 2018.

O EP lançado pelos selos Resistência Underground Distro e Prod., Insulto REX, Eclipsys Lunarys Productions e Eronnimoüs Records tem 5 faixas, com ao total mais ou menos 20 minutos.

A primeira faixa, “Ceiling Death’ começa com uma melodia àlla The Cure seguidas de teclados sombrios e batidas características de gothic rock. Aos 1min9sec entra a voz de Thiago Satyr, mostrando em seu vocal a influência dos britânicos Sisters of Mercy, um dos maiores nomes do gênero, ou de outras bandas ainda inspiradas no vocal de Andrew Eldritch.

“What the Moon Brings”, a segunda faixa, é mais baladinha, lenta e melancólica, talvez algo como um Joy Division apaixonado e “All Those Pleasant Nights” tem um clima mais rockinho tipo The 69 Eyes só que menos glam e mais soturno e sem deixar a morbidez de lado.

“How Fools Love” tem um teclado bem sinistro “estilo A Família Addams” na introdução do seu rock gótico retrô e “The Loved Dead” é a faixa outro instrumental que finaliza o álbum com um violão dedilhado, que me lembrou muito Woods of Ypres.

A ilustração que compõe sua capa é uma imagem de uma basílica underground, construída por volta dos anos 50 D.C. localizada na Roma, Itália.

A produção do álbum todo é ótima. Tomb of Love nos transmite realmente a vibe gótica oitentista, por toda a referência à época.

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